sábado, 21 de junho de 2008

Amor de modo holístico (parte II)

Passo meses sem postar...Devendo as outras definições do que realmente seria o amor...Por enquanto, como ainda venho tentando compreender...Deixo-as para o campo filosófico...

A temática do amor é comum a quase todos os filósofos gregos, entendido como um princípio que governa a união dos elementos naturais e como princípio de relação entre os seres humanos.Se realmente for para levar esse assunto a fundo, poderemos até escrever um livro.Mas, como não é o objetovo maior atual nosso, é importante frisar somente os principais:Sócrates e Platão.

O filósofo Sócrates dizia que amor era a única coisa que ele podia entender e falar com conhecimento de causa. Platão compara-o a uma caçada (comparação aplicada também ao ato de conhecer) e distinguia três tipos de amor: o amor terreno, do corpo; o amor da alma, celestial (que leva ao conhecimento e o produz); e outro que é a mistura dos dois. Em todo caso o amor, em Platão, é o desejo por algo que não se possui.

Dizem que existe o amor carnal, o de pai e filho, o de amigo...Por isso se faz importante a diferenciação entre eles...As tais definições prometidas no post anterior de Eros, Ágape, Philia, Pragma e Storge.

Eros apresenta a parte consciente do amor que uma pessoa sente por outra. É o amor que se liga de forma mais clara à atração física, e freqüentemente compele as pessoas a manterem um relacionamento amoroso continuado. Nesse sentido também é sinônimo de relação sexual. Ao contrário vem a Psique, que representa o sentimento mais espiritual e profundo.

Pragma (do grego, "prática", "negócio") seria uma forma de amor que prioriza o lado prático das coisas.È Amor interessado em fazer bem a si mesmo, Amor que espera algo em troca.O indivíduo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Se o namoro aparente tiver futuro, ele investe. Se não, desiste. Cultiva uma lista de pré-requisitos para o parceiro ou a parceira ideal e pondera muito antes de se comprometer. Procura um bom pai ou uma boa mãe para os filhos e leva em conta o conforto material. Está sempre cheio de perguntas. O que será que a minha família vai achar? Se eu me casar, como estarei daqui a cinco anos? Como minha vida vai mudar se eu me casar?

Philia Em grego, significa altruísmo, generosidade. A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa. É visto por muitos, como uma forma incondicional de amar.A interpretação cristã sobre a origem de Jesus, engloba este tipo de amor para descrever o ato de Deus, que, ao ver a humanidade perdida, entrega seu filho unigênito, para ser morto em favor do homem.



Storge o nome da divindade grega da amizade. Por isso, quem tende a ter esse estilo de amor valoriza a confiança mútua, o entrosamento e os projetos compartilhados. O romance começa de maneira tão gradual que os parceiros nem sabem dizer quando exatamente. A atração física não é o principal. Os namorados-amigos não tendem a ter relacionamentos calorosos, mas sim tranqüilos e afetuosos. Preferem cativar a seduzir. E, em geral, mantêm ligações bastante duradouras e estáveis. O que conta é a confiança mútua e os valores compartilhados. Os amantes do tipo storge revelam satisfação com a vida afetiva. Acontece geralmente entre grandes amigos. Normalmente os casais com este tipo de amor conhecem muito bem um ao outro.

Com essas definições, podemos começar a chegar ao consenso de que o amor se manifesta de várias formas e que, ao longo do tempo vem tentando ser desvendado por várias ciências, saberes, culturas... E ainda fico a refletir se eu ainda escrevo outro post sobre esse assunto...

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Amor de modo holístico (parte I)

A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na Língua Portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. Seu conceito mais popular envolve, geralmente, vínculo emocional com alguém ou algo que seja capaz de recebê-lo e alimentar as energias necessárias para que esse amor se mantenha e perdure ao longo do tempo.


Mas também sabemos que existem o amor físico, o amor materno, o amor a Deus, o amor à vida... É o tipo de amor que tem relação com o caráter da própria pessoa e a motiva a amar (no sentido de querer bem e agir em prol). Amar também tem sentido de gostar muito, então... podemos amar qualquer ser vivo ou objeto.

E nessa via de mão dupla fico a confabular como explicar algo que tem tantos sentidos diferentes. Procurei no Google e percebi que essa dificuldade não existe somente nos idiomas modernos.O grego possui outras palavras para amor, cada qual denotando um sentido específico. No latim encontramos amor, dilectio, charitas, bem como Eros, quando se refere ao amor personificado numa deidade.

É um tema longo, complexo e...com certeza...tema de mais um post...Aguardem o próximo com as definições de Eros, Ágape, Pragma e Storge.

"O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formamos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida."

Fernando Pessoa

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O porquê do holístico

Mas por quê? Até decidi que o tema da minha monografia será sobre marketing holístico, que nada mais é que uma forma de uma visão global do papel do marketing nas organizações.Tudo é importante,existe uma interdependência entre seus departamentos.

Um dos aspectos mais importantes da abordagem holística é que, sendo uma forma de encarar a realidade, seus conceitos podem ser aplicados às mais diferentes áreas do conhecimento. Ao mudar nosso olhar sobre o mundo, começamos a ver possibilidades novas, impossíveis de serem visualizadas antes.

Descobrimos também maneiras inusitadas de se administrar empresas, com a possibilidade de progredir e ter lucros aumentados mesmo em épocas de crise, e mais, dentro de uma relação harmônica com o meio ambiente. E podemos também participar de uma prática política instigante, repleta de significado, amor ao próximo, e realização enquanto ser humano, além de estarmos prontos para relacionamentos humanos mais prazerosos e criativos, onde haja um clima de alegria, respeito, amor e compreensão, e sobretudo, de liberdade.

E, finalmente, uma vez despertada a consciência holística, descobrimos que a Arte deve estimular o respeito à vida, à sensibilidade e à beleza, garantindo-se como uma forma consciente de assumir as novas visões, como elemento divinatório do Homem na direção dos deuses.