quarta-feira, 15 de abril de 2009
Um cara
Um dia, sem menos esperar...conheço um cara...
Um cara que me atraiu por seu ar misterioso...
Quis ir a fundo: quis saber seu nome, quis saber o que fazia
Descobri, enfim, que além de seu encantador ar misterioso
Residia-lhe uma imensa intelectualidade...
Intelectualidade que me atrai...
Intelectualidade que lhe proporciona a antítese mais que perfeita
A perfeita antítese entre sensibilidade e sinceridade extrema
Sinceridade em dizer o que lhe desagrada...
Sinceridade em não fazer o que entre em contradição a si
Sinceridade transbordada em seu olhar...
Contemplo a face do tal cara por alguns instantes
Quero ver como o tal cara sorri...
Quero saber o porquê de uma pequena cicatriz estar ali...
Quero saber o porquê dessa imensa intriga em meu ser
Ser que anseia em ouvir a voz do tal cara ao longe...
Ser que quer, de alguma forma, entender o porquê da intriga
Ser que quer se aproximar...
E tampouco sabe como fazê-lo!
Não preciso de expectativas...
Não preciso dos contratos...
Não preciso dos romances novelescos...
Não preciso dos épicos avassaladores...
Apenas preciso conhecê-lo...
Apreciar-lhe sem promessas...
Ver o sorriso do tal cara de perto
Chamar o tal cara para um café
Papo inteligente, olhar sincero, sem amanhã
Apenas por hoje dizer ao tal cara(e a mim):
Sorria. Não reprima seus desejos
Sorria. Não se prenda ao passado
Sorria. Contemple o agora
Sorria. Jogue suas rugas e angústias fora
Sorria. Viva o hoje
Sorria. Isso basta.
Um cara que me atraiu por seu ar misterioso...
Quis ir a fundo: quis saber seu nome, quis saber o que fazia
Descobri, enfim, que além de seu encantador ar misterioso
Residia-lhe uma imensa intelectualidade...
Intelectualidade que me atrai...
Intelectualidade que lhe proporciona a antítese mais que perfeita
A perfeita antítese entre sensibilidade e sinceridade extrema
Sinceridade em dizer o que lhe desagrada...
Sinceridade em não fazer o que entre em contradição a si
Sinceridade transbordada em seu olhar...
Contemplo a face do tal cara por alguns instantes
Quero ver como o tal cara sorri...
Quero saber o porquê de uma pequena cicatriz estar ali...
Quero saber o porquê dessa imensa intriga em meu ser
Ser que anseia em ouvir a voz do tal cara ao longe...
Ser que quer, de alguma forma, entender o porquê da intriga
Ser que quer se aproximar...
E tampouco sabe como fazê-lo!
Não preciso de expectativas...
Não preciso dos contratos...
Não preciso dos romances novelescos...
Não preciso dos épicos avassaladores...
Apenas preciso conhecê-lo...
Apreciar-lhe sem promessas...
Ver o sorriso do tal cara de perto
Chamar o tal cara para um café
Papo inteligente, olhar sincero, sem amanhã
Apenas por hoje dizer ao tal cara(e a mim):
Sorria. Não reprima seus desejos
Sorria. Não se prenda ao passado
Sorria. Contemple o agora
Sorria. Jogue suas rugas e angústias fora
Sorria. Viva o hoje
Sorria. Isso basta.
terça-feira, 17 de março de 2009
E viemos a falar acerca da libido
Palavra derivada do latim, significando "desejo" ou "anseio", é caracterizada como a energia aproveitável para os instintos de vida que são constituídos, basicamente, por tudo aquilo que nos motiva a sobreviver neste imenso mundo, inclusive (claro!) perpetuação da espécie.
Santo Agostinho foi o primeiro a distinguir três tipos de desejos: a libido sciendi, desejo de conhecimento, a libido sentiendi, desejo sensual em sentido mais amplo, e a libido dominendi, desejo de dominar.
De acordo com Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos gerais... Acreditando que a produção, aumento ou diminuição, distribuição e deslocamento da libido possivelmente poderiam explicar os fenômenos psicossexuais observados durante seus estudos.
Já Jung, ao contrário de Freud, não entendia a libido como um conceito puramente sexual, apontando-a como uma transferência de energia na busca de uma satisfação, acreditando que a diferença entre a sexualidade madura e a imatura era determinada pela localização da libido, e não pela intensidade, valorizando-a como um ponto de vista energético e não no sentido sexual.
Analisando o conceito de libido como “energia” e não como puramente “sexual”, Jung concluiu que os impulsos libidinosos da criança não eram correspondentes à função genital como a do adulto, o que invalidaria o conceito Freudiano sobre libido como um fenômeno sexual presente desde a primeira infância; por exemplo, a sucção no ato de mamar.
Em se tratando de libido...É muito difícil definí-la sem a utilização de conceitos da psicologia e costumamos fazer confusão porque a questão da libido, dentro do senso comum é nitidamente ligada pela catexia--processo no qual a energia libidinal disponível na psique das pessoas é vinculada a representação mental de uma pessoa, idéia ou coisa ou investida nesses mesmos conceitos. Mas não deixa de ser algo meio equivocado pois uma vez que a libido foi catexizada, ela perde sua mobilidade original e não pode mais ser alternada para novos objetos, como normalmente seria possível, ficando enraizada na parte da psique que a atraiu e reteve.
Atribuindo a sábia sabedoria popular a esse conceito da psicologia, vemos que a libido surge quando existem interesses em comum de ambas as partes e os mesmos podem ser vinculados para usufruto comum... A tal libido pode começar ao, repentinamente, manifestar-se para o tal desejo: coração acelera, pupilas se ditatam, olfatos se apuram em busca da combinação perfeita dos feromônios, olhares se cruzam, sorrisos são trocados, a pele fica mais sensível ao toque, mãos e corpos se entrelaçam magicamente,vêm emoções que marcam...
Santo Agostinho foi o primeiro a distinguir três tipos de desejos: a libido sciendi, desejo de conhecimento, a libido sentiendi, desejo sensual em sentido mais amplo, e a libido dominendi, desejo de dominar.
De acordo com Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos gerais... Acreditando que a produção, aumento ou diminuição, distribuição e deslocamento da libido possivelmente poderiam explicar os fenômenos psicossexuais observados durante seus estudos.
Já Jung, ao contrário de Freud, não entendia a libido como um conceito puramente sexual, apontando-a como uma transferência de energia na busca de uma satisfação, acreditando que a diferença entre a sexualidade madura e a imatura era determinada pela localização da libido, e não pela intensidade, valorizando-a como um ponto de vista energético e não no sentido sexual.
Analisando o conceito de libido como “energia” e não como puramente “sexual”, Jung concluiu que os impulsos libidinosos da criança não eram correspondentes à função genital como a do adulto, o que invalidaria o conceito Freudiano sobre libido como um fenômeno sexual presente desde a primeira infância; por exemplo, a sucção no ato de mamar.
Em se tratando de libido...É muito difícil definí-la sem a utilização de conceitos da psicologia e costumamos fazer confusão porque a questão da libido, dentro do senso comum é nitidamente ligada pela catexia--processo no qual a energia libidinal disponível na psique das pessoas é vinculada a representação mental de uma pessoa, idéia ou coisa ou investida nesses mesmos conceitos. Mas não deixa de ser algo meio equivocado pois uma vez que a libido foi catexizada, ela perde sua mobilidade original e não pode mais ser alternada para novos objetos, como normalmente seria possível, ficando enraizada na parte da psique que a atraiu e reteve.
Atribuindo a sábia sabedoria popular a esse conceito da psicologia, vemos que a libido surge quando existem interesses em comum de ambas as partes e os mesmos podem ser vinculados para usufruto comum... A tal libido pode começar ao, repentinamente, manifestar-se para o tal desejo: coração acelera, pupilas se ditatam, olfatos se apuram em busca da combinação perfeita dos feromônios, olhares se cruzam, sorrisos são trocados, a pele fica mais sensível ao toque, mãos e corpos se entrelaçam magicamente,vêm emoções que marcam...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Acerca dos tais rótulos...
Nós, simplesmente, nos apegamos aos rótulos como maneira de impor para os outros e, principalmente, a nós mesmos crenças, opiniões, ideais...Até mesmo um status que tanto almejamos.
Nos apegamos aos rótulos não só como uma espécie de escudo para esconder nossos medos e angústias mas também como uma vitrine para se olhar, admirar e idealizar...
Os rótulos, quando utilizados de modo obsessivo, nos traz o desequilíbrio e o martírio de se viver sob máscaras...
Desvincular-se dos rótulos nos faz mais leves, levar a vida menos a sério, chegando a um estágio de permitir-se novas experiências...Encarar com humildade que somos aprendizes na arte de se viver nos faz perceber que se agrega valor quando nos libertamos dos preconceitos e passamos a aceitar (e apreciar) a diversidade que existe ao nosso redor...
Só por hoje liberte-se dos paradigmas que te rodeiam e liberte-se das futilidades, da ostentação material e aprecie o minimalismo de tudo aquilo que é intangível.
Os rótulos, quando utilizados de modo obsessivo, nos traz o desequilíbrio e o martírio de se viver sob máscaras...
Desvincular-se dos rótulos nos faz mais leves, levar a vida menos a sério, chegando a um estágio de permitir-se novas experiências...Encarar com humildade que somos aprendizes na arte de se viver nos faz perceber que se agrega valor quando nos libertamos dos preconceitos e passamos a aceitar (e apreciar) a diversidade que existe ao nosso redor...
Só por hoje liberte-se dos paradigmas que te rodeiam e liberte-se das futilidades, da ostentação material e aprecie o minimalismo de tudo aquilo que é intangível.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
O grande paradoxo da saudade
Saudade sf 1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa ou coisa distante ou extinta. 2. Passar pela ausência de quem nos é querido.
Sentimos saudade da pessoa querida que não está perto
Sentimos saudade quando ela vai embora
Sentimos saudade da presença dela
Sentimos saudade da risada
Sentimos saudade do abraço
Sentimos saudade do olhar
Sentimos saudade do cheiro
Sentimos saudade do andar de mão dadas
Sentimos saudade do biquinho que se cria nós contrariamos a opinião do outro
A saudade nos dá o respaldo para avaliar o quanto o outro é especial na vida da gente
A saudade nos acalenta com boas lembranças
A saudade nos motiva com a expectativa do reencontro
A saudade nos emociona
Ao mesmo tempo a saudade passa a ser um paradoxo
A ausência prolongada nos entristece
A ausência faz a alma chorar
A ausência quando exacerbada
...Traz frustração
Frustração por não estar perto
Frustração por não consumar o que se sente
Ah... A saudade...
Ela nos comprova que estamos vivos
Ela nos comprova que...
...de fato...
Não podemos viver no mundo sozinhos
A sós até podemos...
Mas jamais sozinhos
A saudade nos é paradoxal...
É doce porque existe alguém importante na vida da gente
É amarga porque até chega a doer em alguns momentos
É glória quando ela nos faz perceber que somos lembrados
É lamento quando se sente falta e sabe-se que o vazio não será mais preenchido
É sentimento que somente a língua portuguesa conseguiu definir em uma palavra
Sentimos saudade da pessoa querida que não está perto
Sentimos saudade quando ela vai embora
Sentimos saudade da presença dela
Sentimos saudade da risada
Sentimos saudade do abraço
Sentimos saudade do olhar
Sentimos saudade do cheiro
Sentimos saudade do andar de mão dadas
Sentimos saudade do biquinho que se cria nós contrariamos a opinião do outro
A saudade nos dá o respaldo para avaliar o quanto o outro é especial na vida da gente
A saudade nos acalenta com boas lembranças
A saudade nos motiva com a expectativa do reencontro
A saudade nos emociona
Ao mesmo tempo a saudade passa a ser um paradoxo
A ausência prolongada nos entristece
A ausência faz a alma chorar
A ausência quando exacerbada
...Traz frustração
Frustração por não estar perto
Frustração por não consumar o que se sente
Ah... A saudade...
Ela nos comprova que estamos vivos
Ela nos comprova que...
...de fato...
Não podemos viver no mundo sozinhos
A sós até podemos...
Mas jamais sozinhos
A saudade nos é paradoxal...
É doce porque existe alguém importante na vida da gente
É amarga porque até chega a doer em alguns momentos
É glória quando ela nos faz perceber que somos lembrados
É lamento quando se sente falta e sabe-se que o vazio não será mais preenchido
É sentimento que somente a língua portuguesa conseguiu definir em uma palavra
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Desabafo de um amor perdido
Ele sempre me pergunta "Você está bem?"Penso e digo "Devo estar bem pois meu coracão ainda bate!"Quando na verdade sinto a solidão congelar meu coração por não ter você do meu lado.Passo momentos de alegria com você mesmo estando longe, pois tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível.
Cadê você meu bem? Pois cada noite que cai só penso em você.Só penso em você meu bem! Não quero te perder, porque não existe outro igual a você.Estou procurando por você meu bem! Faça meus sonhos se realizarem, a solidão não quer parar de machucar.
Acordo tentando achar dias felizes para minha vida. E quando encontro a segunda parte do meu coração, percebo que ele está longe de mim.Estou vivendo esperando o dia que seremos para sempre...(vivendo esperando).
Cadê você meu bem? Pois cada noite que cai só penso em você.Só penso em você meu bem! Não quero te perder, porque não existe outro igual a você.Estou procurando por você meu bem! Faça meus sonhos se realizarem, a solidão não quer parar de machucar.
Estou caminhando para achar meu verdadeiro amor, mais a distância me impede de encontrá- lo.Nunca vou desistir de um amor perfeito para mim.Vejo suas fotos mas não sinto o calor de seu corpo.Estou esperando ouvir sua voz sussurrando meu ouvido.Sentir o delicado toque de sua mão.Sentir o gosto de seus lábios, porque aqui está um jovem acumulada de amor...para meu amor perfeito.
Cadê você meu bem? Pois cada noite que cai só penso em você.Só penso em você meu bem! Não quero te perder, porque não existe outro igual a você.Estou procurando por você meu bem! Faça meus sonhos se realizarem, a solidão não quer parar de machucar.
Prefiro estar sozinha, já que não posso tê -lo agora, irei esperar.Mas quando simplesmente chega a noite...sinto sua falta!!
Cadê você meu bem? Pois cada noite que cai só penso em você.Só penso em você meu bem! Não quero te perder, porque não existe outro igual a você.Estou procurando por você meu bem! Faça meus sonhos se realizarem, a solidão não quer parar de machucar.
Acordo tentando achar dias felizes para minha vida. E quando encontro a segunda parte do meu coração, percebo que ele está longe de mim.Estou vivendo esperando o dia que seremos para sempre...(vivendo esperando).
Cadê você meu bem? Pois cada noite que cai só penso em você.Só penso em você meu bem! Não quero te perder, porque não existe outro igual a você.Estou procurando por você meu bem! Faça meus sonhos se realizarem, a solidão não quer parar de machucar.
Estou caminhando para achar meu verdadeiro amor, mais a distância me impede de encontrá- lo.Nunca vou desistir de um amor perfeito para mim.Vejo suas fotos mas não sinto o calor de seu corpo.Estou esperando ouvir sua voz sussurrando meu ouvido.Sentir o delicado toque de sua mão.Sentir o gosto de seus lábios, porque aqui está um jovem acumulada de amor...para meu amor perfeito.
Cadê você meu bem? Pois cada noite que cai só penso em você.Só penso em você meu bem! Não quero te perder, porque não existe outro igual a você.Estou procurando por você meu bem! Faça meus sonhos se realizarem, a solidão não quer parar de machucar.
Prefiro estar sozinha, já que não posso tê -lo agora, irei esperar.Mas quando simplesmente chega a noite...sinto sua falta!!
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Viemos falar da amizade
Já falei de amor...E, numa dessas manifestações... Inclui-se o amor tipo Philia que, como já sabemos, pertence aos amigos: peças-chave que temos ao longo da vida. Muitos vão e vêm... Mas somente os poucos e bons permanecem.
Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é, segundo o dicionário Aurélio um "sentimento fiel de afeição, estima ou ternura entre pessoas [...]". Pode ser uma pessoa que estuda com você na faculdade, pode ser um primo...Até os pais... Não sabemos exatamente de onde ela veio, talvez tenha sido originada como instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido pelos outros.
Algumas vezes os interesses dos amigos são parecidos e demonstram um senso de cooperação. Mas também há pessoas que não necessariamente se interessam pelo mesmo tema, mas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e amizade do outro, mesmo que a atividade não seja a de sua preferência. A amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres humanos tem na vida. Em caso de perda da amizade, sugere-se a reconciliação e o perdão. Carl Rogers diz que a amizade "é a aceitação de cada um como realmente ele é". Muitas vezes, é díficil o ato de perdoar...Mas não falemos disso (tema para outro post).
O senso comum costuma pregar que para uma amizade ideal é preciso ter: honestidade, lealdade, simpatia e empatia, amor, confiança, estar junto para dividir os bons e maus momentos, enaltecer as qualidades do outro a ponto de que os defeitos sejam enfraquecidos (não concordo com o "ter qualidades e defeitos": todos nós temos virtudes...), respeito, o ato de não sufocar o outro para que a mesma não se perca...e claro, que alguém seja seu amigo por aquilo que você seja, jamais por aquilo que você tem. Também podemos chegar ao altruísmo, quando nos inclinamos em relação aos outros acima de todos os nossos interesses individuais.
A forma com a qual a amizade se manifeste... Se é colorida, por correspondência (e-mail, orkut, messenger, ou até mesmo cartas),entre sexos opostos... Realmente não nos importa... A demonstração de amizade do meu melhor amigo veio sabe quando? Ele era um ilustre desconhecido até, ao me ver nitidamente aflita, ter dado o colo para eu chorar... Desabafar tudo o que sentia...
Os amigos servem para iluminar nossas vidas e são a ponte para nossa felicidade... Muita gente acha que, para ser feliz, é necessário que vivencie intensas e avassaladoras paixões ou alcançe realizações materiais de grande porte... É importante termos alguma ambição para prosperarmos e possamos viver confortavelmente? Sim, claro... Mas pode ter certeza que nada disso será completo se você não tiver um amigo que possa dividir tudo com você...
Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é, segundo o dicionário Aurélio um "sentimento fiel de afeição, estima ou ternura entre pessoas [...]". Pode ser uma pessoa que estuda com você na faculdade, pode ser um primo...Até os pais... Não sabemos exatamente de onde ela veio, talvez tenha sido originada como instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido pelos outros.
Algumas vezes os interesses dos amigos são parecidos e demonstram um senso de cooperação. Mas também há pessoas que não necessariamente se interessam pelo mesmo tema, mas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e amizade do outro, mesmo que a atividade não seja a de sua preferência. A amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres humanos tem na vida. Em caso de perda da amizade, sugere-se a reconciliação e o perdão. Carl Rogers diz que a amizade "é a aceitação de cada um como realmente ele é". Muitas vezes, é díficil o ato de perdoar...Mas não falemos disso (tema para outro post).
O senso comum costuma pregar que para uma amizade ideal é preciso ter: honestidade, lealdade, simpatia e empatia, amor, confiança, estar junto para dividir os bons e maus momentos, enaltecer as qualidades do outro a ponto de que os defeitos sejam enfraquecidos (não concordo com o "ter qualidades e defeitos": todos nós temos virtudes...), respeito, o ato de não sufocar o outro para que a mesma não se perca...e claro, que alguém seja seu amigo por aquilo que você seja, jamais por aquilo que você tem. Também podemos chegar ao altruísmo, quando nos inclinamos em relação aos outros acima de todos os nossos interesses individuais.
A forma com a qual a amizade se manifeste... Se é colorida, por correspondência (e-mail, orkut, messenger, ou até mesmo cartas),entre sexos opostos... Realmente não nos importa... A demonstração de amizade do meu melhor amigo veio sabe quando? Ele era um ilustre desconhecido até, ao me ver nitidamente aflita, ter dado o colo para eu chorar... Desabafar tudo o que sentia...
Os amigos servem para iluminar nossas vidas e são a ponte para nossa felicidade... Muita gente acha que, para ser feliz, é necessário que vivencie intensas e avassaladoras paixões ou alcançe realizações materiais de grande porte... É importante termos alguma ambição para prosperarmos e possamos viver confortavelmente? Sim, claro... Mas pode ter certeza que nada disso será completo se você não tiver um amigo que possa dividir tudo com você...
sábado, 21 de junho de 2008
Amor de modo holístico (parte II)
Passo meses sem postar...Devendo as outras definições do que realmente seria o amor...Por enquanto, como ainda venho tentando compreender...Deixo-as para o campo filosófico...
A temática do amor é comum a quase todos os filósofos gregos, entendido como um princípio que governa a união dos elementos naturais e como princípio de relação entre os seres humanos.Se realmente for para levar esse assunto a fundo, poderemos até escrever um livro.Mas, como não é o objetovo maior atual nosso, é importante frisar somente os principais:Sócrates e Platão.
O filósofo Sócrates dizia que amor era a única coisa que ele podia entender e falar com conhecimento de causa. Platão compara-o a uma caçada (comparação aplicada também ao ato de conhecer) e distinguia três tipos de amor: o amor terreno, do corpo; o amor da alma, celestial (que leva ao conhecimento e o produz); e outro que é a mistura dos dois. Em todo caso o amor, em Platão, é o desejo por algo que não se possui.
Dizem que existe o amor carnal, o de pai e filho, o de amigo...Por isso se faz importante a diferenciação entre eles...As tais definições prometidas no post anterior de Eros, Ágape, Philia, Pragma e Storge.
Eros apresenta a parte consciente do amor que uma pessoa sente por outra. É o amor que se liga de forma mais clara à atração física, e freqüentemente compele as pessoas a manterem um relacionamento amoroso continuado. Nesse sentido também é sinônimo de relação sexual. Ao contrário vem a Psique, que representa o sentimento mais espiritual e profundo.
Pragma (do grego, "prática", "negócio") seria uma forma de amor que prioriza o lado prático das coisas.È Amor interessado em fazer bem a si mesmo, Amor que espera algo em troca.O indivíduo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Se o namoro aparente tiver futuro, ele investe. Se não, desiste. Cultiva uma lista de pré-requisitos para o parceiro ou a parceira ideal e pondera muito antes de se comprometer. Procura um bom pai ou uma boa mãe para os filhos e leva em conta o conforto material. Está sempre cheio de perguntas. O que será que a minha família vai achar? Se eu me casar, como estarei daqui a cinco anos? Como minha vida vai mudar se eu me casar?
Storge o nome da divindade grega da amizade. Por isso, quem tende a ter esse estilo de amor valoriza a confiança mútua, o entrosamento e os projetos compartilhados. O romance começa de maneira tão gradual que os parceiros nem sabem dizer quando exatamente. A atração física não é o principal. Os namorados-amigos não tendem a ter relacionamentos calorosos, mas sim tranqüilos e afetuosos. Preferem cativar a seduzir. E, em geral, mantêm ligações bastante duradouras e estáveis. O que conta é a confiança mútua e os valores compartilhados. Os amantes do tipo storge revelam satisfação com a vida afetiva. Acontece geralmente entre grandes amigos. Normalmente os casais com este tipo de amor conhecem muito bem um ao outro.
Com essas definições, podemos começar a chegar ao consenso de que o amor se manifesta de várias formas e que, ao longo do tempo vem tentando ser desvendado por várias ciências, saberes, culturas... E ainda fico a refletir se eu ainda escrevo outro post sobre esse assunto...
A temática do amor é comum a quase todos os filósofos gregos, entendido como um princípio que governa a união dos elementos naturais e como princípio de relação entre os seres humanos.Se realmente for para levar esse assunto a fundo, poderemos até escrever um livro.Mas, como não é o objetovo maior atual nosso, é importante frisar somente os principais:Sócrates e Platão.
O filósofo Sócrates dizia que amor era a única coisa que ele podia entender e falar com conhecimento de causa. Platão compara-o a uma caçada (comparação aplicada também ao ato de conhecer) e distinguia três tipos de amor: o amor terreno, do corpo; o amor da alma, celestial (que leva ao conhecimento e o produz); e outro que é a mistura dos dois. Em todo caso o amor, em Platão, é o desejo por algo que não se possui.
Dizem que existe o amor carnal, o de pai e filho, o de amigo...Por isso se faz importante a diferenciação entre eles...As tais definições prometidas no post anterior de Eros, Ágape, Philia, Pragma e Storge.
Eros apresenta a parte consciente do amor que uma pessoa sente por outra. É o amor que se liga de forma mais clara à atração física, e freqüentemente compele as pessoas a manterem um relacionamento amoroso continuado. Nesse sentido também é sinônimo de relação sexual. Ao contrário vem a Psique, que representa o sentimento mais espiritual e profundo.
Pragma (do grego, "prática", "negócio") seria uma forma de amor que prioriza o lado prático das coisas.È Amor interessado em fazer bem a si mesmo, Amor que espera algo em troca.O indivíduo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Se o namoro aparente tiver futuro, ele investe. Se não, desiste. Cultiva uma lista de pré-requisitos para o parceiro ou a parceira ideal e pondera muito antes de se comprometer. Procura um bom pai ou uma boa mãe para os filhos e leva em conta o conforto material. Está sempre cheio de perguntas. O que será que a minha família vai achar? Se eu me casar, como estarei daqui a cinco anos? Como minha vida vai mudar se eu me casar?
Philia Em grego, significa altruísmo, generosidade. A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa. É visto por muitos, como uma forma incondicional de amar.A interpretação cristã sobre a origem de Jesus, engloba este tipo de amor para descrever o ato de Deus, que, ao ver a humanidade perdida, entrega seu filho unigênito, para ser morto em favor do homem.
Storge o nome da divindade grega da amizade. Por isso, quem tende a ter esse estilo de amor valoriza a confiança mútua, o entrosamento e os projetos compartilhados. O romance começa de maneira tão gradual que os parceiros nem sabem dizer quando exatamente. A atração física não é o principal. Os namorados-amigos não tendem a ter relacionamentos calorosos, mas sim tranqüilos e afetuosos. Preferem cativar a seduzir. E, em geral, mantêm ligações bastante duradouras e estáveis. O que conta é a confiança mútua e os valores compartilhados. Os amantes do tipo storge revelam satisfação com a vida afetiva. Acontece geralmente entre grandes amigos. Normalmente os casais com este tipo de amor conhecem muito bem um ao outro.
Com essas definições, podemos começar a chegar ao consenso de que o amor se manifesta de várias formas e que, ao longo do tempo vem tentando ser desvendado por várias ciências, saberes, culturas... E ainda fico a refletir se eu ainda escrevo outro post sobre esse assunto...
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